por Wendell Setubal
Em fins dos anos 60, com o endurecimento da ditadura
militar, através do AI5, parte da esquerda resolveu combater o regime pela luta
armada. As células de militantes passavam a se chamar CTA, ou seja, Comando
Tático Armado. Em vez de ser um bom propagandista ou um bom agitador, o
militante ou a militante priorizava aprender a atirar, fabricar bombas etc.
Dialogar com as massas, lutar suas lutas e, a partir daí,
buscar lutas maiores? Isso era coisa de “reformistas”, do Partidão (PCB) e das
organizações “massistas”, como eram chamadas pelos militaristas as organizações
que não aderiam à luta armada, como, além do PCB, o PcdoB, a Ação Popular (AP)
e a Política Operária (PO). Dessas, só o PcdoB sucumbiu ao apelo das armas com
a desastrosa guerrilha do Araguaia.


