quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

É dever de todos que defendem a democracia lutar contra Bolsonaro e sua perspectiva de fechamento do regime politico

Por Prof. Josemar Carvalho

Bolsonaro testa mais uma vez os limites frágeis da democracia brasileira. É grave o fato dele utilizar suas próprias mídias para mobilizar o ato contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.
Desde o início do seu governo, Bolsonaro e seus dão sinais que tem no seu norte, o fechamento do regime político brasileiro. As suas declarações, de seus filhos e ministros defendendo o AI-5 são exemplos nefastos do que estamos falando. Defender o incipiente legado democrático brasileiro é fundamental neste momento. Não aceitamos nenhuma ditadura e nem o que ela signifique.
Agora é hora de unir todos lutadores sociais, movimentos sociais acadêmicos críticos e partidos numa ampla agenda de mobilização. O 08 de março pode ser bom começo na jornada de luta pelo dia internacional das mulheres. O 14 de março é uma outra oportunidade de defendermos a democracia. Nesta data completa dois anos da morte da nossa companheira Marielle Franco. Também devemos nos unificar no dia 18, onde a greve nacional da educação está marcada.
Essa é uma agenda inicial. É preciso criar novos atos nacionais e locais para a derrocada do Bolsonaro. Aqui em São Gonçalo, o Fórum de Desenvolvimento Sustentável e Resistência Democrática de São Gonçalo, também atuará nesta direção. Agora é a hora de lutar contra o ovo da serpente que se germina. É tarefa de todos que lutam por uma outra sociedade fraterna e igualitária, a derrubada de Bolsonaro. O Fora Bolsonaro está na ordem do dia.

Leia a nota da Executiva do PSOL Nacional sobre o fato:  Nota do PSOL: É hora de mobilização contra o golpismo e Bolsonaro

Leia: PSOL aciona PGR contra Bolsonaro por convocar atos que pedem fechamento do Congresso e STF




Josemar Carvalho, 44 anos, professor universitário e da rede pública de ensino. Coordenador e Educador Popular da Rede Emancipa. Pré-candidato a Prefeitura de São Gonçalo pelo PSOL.

É hora de mobilização contra o golpismo e Bolsonaro - Nota do PSOL


O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) repudia veemente a participação do Presidente da República, Jair Bolsonaro, na convocação de manifestações de caráter golpista que pedem o fechamento do Congresso Nacional. Essa atitude se soma a outras que marcam o caráter antidemocrático do projeto bolsonarista – disseminação de preconceito e intolerância, ameaças à oposição, louvação de regimes autoritários – mas representa um passo a mais na escalada autoritária da extrema-direita: o envolvimento direto de Bolsonaro na convocação dessas manifestações marca um sentido de ruptura democrática, o que é inaceitável.
Ao envolver-se diretamente na convocação de manifestações pelo fechamento do Congresso Nacional, Bolsonaro comete crime de responsabilidade e crime de improbidade. É preciso uma resposta dura. O silêncio dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal precisa ser rompido urgentemente. Medidas podem e devem ser tomadas no âmbito do STF.
O PSOL convoca toda a sua militância e simpatizantes para as mobilizações do mês de março (8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres; 14 de março, dois anos do assassinato de Marielle; 18 de março, Greve Nacional da Educação) e se somará às mobilizações convocadas pelos movimentos sociais através da Frente Povo Sem Medo para deter imediatamente a escalada autoritária de Bolsonaro. A conivência das instituições permitiu que se chegasse a tal situação. Portanto, é nas ruas que se pode derrotar a extrema-direita. A hora é de mobilização contra o golpismo e Bolsonaro!
Executiva Nacional do PSOL
26 de fevereiro de 2020

* - Esta é nota é uma reprodução na integra do documento aprovado pela Executiva Nacional do PSOL

sábado, 1 de fevereiro de 2020

NA ATUAL CONJUNTURA, QUEM TEM CONDIÇÕES DE RADICALIZAR?

 “ Ser radical é agarrar as coisas pela raiz,e a raiz do homem é o próprio homem” (Karl Marx)

Por Prof. Marcelo Saraiva

O governo Bolsonaro completa um ano. Um governo nazi-fundamentalista que opera a desconstrução do público, da capacidade científica que tem como norte ser o ofice boy dos Estados Unidos em nosso continente.

O Brasil tem hoje mais de 20 milhões de pessoas na extrema pobreza. Quem está trabalhando na média está perdendo direitos, precarizado, uberizado. A classe média por sua vez, vivem o medo e a insegurança nas ruas. Estes setores médios ao invés de cobrar ações do estado, apoiam medidas violentas nas periferias. A classe dominante por sua vez, se apropriaram do estado para retirar direitos e planejam reduzir as liberdades democráticas com o apoio se necessário das forças armadas. O STF opera como agente político de apoio ao grande capital. Basta ver o comportamento deste órgão antes e depois das eleições nacionais em relação ao Lula. No plano estadual não há nada de muito diferente, só para citar um caso, o da CEDAE onde há um claro desmonte com o objetivo de privatizar a empresa pública.

Estamos no limiar de uma eleição municipal, teremos que ter candidatos e candidatas do campo da esquerda que tenham capacidade e autonomia para no município de São Gonçalo para radicalizar contra as medidas reacionárias nos planos estadual e nacional. Onde tenhamos um programa popular e democrático que defenda o público. Pois a grande maioria dos trabalhadores da cidade são pobres e assalariados e dependem dos serviços públicos e de qualidade. Precisamos ter por exemplo um programa de esquerda com o compromisso de não privatização da previdência municipal, da criação de uma empresa pública de transportes com tarifa zero, eleição direta para para gestores de unidades públicas, e o Orçamento Participativo, onde a população irá definir o destino dos investimentos. Para isso urge uma unidade de esquerda com partidos que tenham clareza do momento que vivemos e estejam a disposição e condições políticas de enfrentar o debate com o prefeito Nanci e os demais candidatos de direita na cidade que representarão o Bolsonaro e o Witzel.

Até o momento duas candidaturas se apresentam com perfil político socialista e autonomia para radicalizar e polemizar: Prof. Josemar do PSOL e o Isaac Ricalde do PCdoB. São Gonçalo precisa sair da mesmice administrativa. A sua população pode dar a resposta nas próximas eleições e não se deixar influenciar por oportunismo de cidades vizinhas . Está em nossas mãos mudar o destino da nossa cidade, será só radicalizar e virar a e esquerda.



MARCELO SARAIVA – PROFESSOR DE HISTÓRIA DA REDE ESTADUAL RJ – EX DIRETOR DA UNIBAIRROS E AMO NEVES – MILITANTE DO PSOL SG