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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Plenária do PSOL São Gonçalo reafirma o apoio a Greve Geral do dia 28

Nesta terça dia 17 de abril às 19h aconteceu na Rua Jaime Figueiredo - 747 - Patronato, a plenária do Partido Socialismo & Liberdade (PSOL) em São Gonçalo. Onde discutiu-se a conjuntura nacional com foco na luta contra reforma da previdência, a organização da Greve Geral do dia 28/04 e a vitória da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) movida pelo partido contra as exclusividade nos ônibus de São Gonçalo.

A luta contra a reforma da previdência é um dos eixos do partido e dos movimentos sociais para o próximo período. A reforma da previdência, apresentada pelo governo Temer, visa colocar barreiras no processo de aposentadoria como a idade mínima 65 anos e 49 anos para contribuição para o beneficio ser integral.

A unidade da classe trabalhadora na sua totalidade é fundamental para barrar esta retirada de direitos. O movimento sindical do Brasil, através das suas Centrais Sindicais (CUT, Conluntas, Força Sindical, Intersindical, CGTB, CTB, CSB e CGT) unificou-se numa greve geral e esta convocando a mobilização juntamente com demais movimentos sociais e partidos de esquerda.

A convocação da greve geral no dia 28/04 é um primeiro passo para sacudir o país e colocar em alto e bom som que os trabalhadores não irão pagar pela crise. Só luta poderá reverter esta aberração que visa retirar ainda mais os direitos da classe trabalhadora.

Trabalhadores do Transporte Alternativo saúdam a plenária do PSOL São Gonçalo

Além da militância partidária, a plenária contou com a saudação do trabalhadores do Transporte Alternativo. Agradecendo ao PSOL, os topiqueiros Fábio Gama e Junior Silveira foram enfáticos em afirmar o papel positivo do partido no processo jurídico."O PSOL foi o único partido disposto a nos ajudar, o Prof. Josemar (presidente do PSOL) e seus militantes estão de parabéns", colocou Fábio Gama.

Cabe lembrar, que no dia 10 de abril, atendendo a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) movida pelo PSOL, o Colegiado Estadual de Desembargadores do Tribunal de Justiça votou por 14 a 5, o fim da exclusividade (e consequentemente do monopólio) do Consórcio São Gonçalo de Transportes (conjunto das empresas de ônibus) no transporte público da cidade.




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Greve dos Garis de Niterói e fechamento da Ponte pelos operários do COMPERJ revela que os trabalhadores não querem pagar pela crise!

por Prof. Josemar Carvalho


 O ano de 2015 vem mostrando que vai ser agitado politicamente. Nem passado o carnaval, as mobilizações acontecem e radicalizam cada vez mais.


Vitoriosa passeata dos trabalhadores sobre a Ponte Rio-Niterói
A crise econômica chega cada vez mais ao cotidiano popular. A inflação já se faz sentir no bolso dos trabalhadores. Não precisa ser especialista em economia para saber que o aumento do preço da gasolina está gerando aumento dos preços. O corte de verbas de 22 bilhões do orçamento aumenta ainda mais a percepção popular da crise.


A operação Lava Jato faz por aumentar a crise de representatividade da Presidente Dilma e de seu partido, o PT. O discurso pseudo-esquerdista da eleição da Presidenta vira estelionato eleitoral quando observamos os passos tomados neste novo governo. 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Da Revolta da Chibata ao motim dos lixeiros, o Rio de Janeiro sublevado

por Jorge Santana

Há 114 anos, a cidade do Rio de Janeiro foi sacudida por uma rebelião na baía de Guanabara, a Revolta da Chibata. O caos tomou conta da capital da república quando marinheiros tomaram os dois mais potentes navios da Marinha e ameaçavam bombardear a cidade se suas reivindicações não fossem atendidas. Eram mais de dois mil marinheiros pobres, quase todos não brancos e subalternos. 

A Revolta da Chibata, em 1910, desafiou a hierarquia militar da Marinha do Brasil, os praças reivindicavam o fim dos castigos físicos, melhores condições de trabalho, aumento do soldo, direito a voto e ao casamento. O líder deles era João Cândido, um marinheiro negro, corajoso e destemido. Contudo, é importante assinalar que os marinheiros não tinham sindicato. Durante a tomada dos navios dois oficiais foram mortos. O governo federal aceitou o fim das punições físicas e a anistia dos rebeldes. Ao baixarem as armas ocorreu à caça às bruxas e a grande maioria dos revoltosos foram presos, expulsos da Marinha e outros assassinados sumariamente. 

sábado, 8 de março de 2014

Mais um round da luta de classes

por Prof. Josemar Carvalho &
Marcio Ornelas

Ato dos garis do dia 07/03/2014
Nos últimos meses temos acompanhado mobilizações de diversos setores da classe trabalhadora organizada, contrariando os ideólogos da burguesia, a luta de classes permanece atual e mais viva do que nunca. Vimos no ano passado a forte greve dos professores no Rio de Janeiro. Já no início de 2014 uma série de outras lutas seguiram, com destaque particular aos rodoviários de Porto Alegre e aos trabalhadores do COMPERJ. Agora, a histórica greve dos garis é a consolidação definitiva de que vivemos novos tempos.

Obviamente, não conseguiremos compreender essas lutas se não considerarmos o papel decisivo das jornadas de junho. Em 2013, milhões de pessoas tomaram as ruas do país para exigir inúmeras pautas que melhorariam muito a vida da população. A insatisfação popular dava a tônica do processo, não havia uma saída política clara ao movimento, mas a manifestação da negação ao que estava posto, já representava um avanço significativo em relação a tudo que vivenciamos nesses anos de democracia. Colocar a população no calor das lutas, impor uma derrota à política tradicional e provar a força da mobilização, são aprendizados que fazem o nível de consciência da população dar saltos.