quarta-feira, 24 de junho de 2015
Panfletagem da 3° edição do jornal do PSOL São Gonçalo em Alcântara
Ontem (23/06) realizamos em Alcântara a terceira panfletagem da 3° edição do jornal do PSOL São Gonçalo. Podemos ver de perto a insatisfação da maioria da população com o caos do transporte público em nossa cidade, assim como insegurança gerada pelas medidas do governo Dilma que tornam ainda mais difíceis a aposentadoria do trabalhador. Por isso é tão fundamental a organização para barrar esses ataques contra o povo. Vejam algumas fotos da atividade:
terça-feira, 23 de junho de 2015
Pátria Educadora? O Ajuste de Dilma e a destruição das Universidades Federais.
por Bruno Oliveira
Como tem sido
amplamente divulgado nos nossos noticiários, o Brasil vem passando por uma
grave crise econômica. A inflação, o desemprego e o caos nos serviços públicos
são as faces mais visíveis de um momento que tem tornado mais difícil a vida da
maioria da população brasileira. Diante desse quadro, o Governo Federal,
juntamente com a sua maioria no Congresso Nacional, fez a opção de proteger os
interesses dos grandes industriais, banqueiros, latifundiários e empresários da
educação. Nesse sentido, foram adotadas medidas que restringem direitos
históricos dos trabalhadores, como o Seguro Desemprego, Pensões por Morte, bem
como a Terceirização e a manutenção do Fator Previdenciário, este último que
reduz drasticamente o valor das aposentadorias. Ao mesmo tempo, as verbas
destinadas à manutenção dos já precários serviços públicos, fundamentais no
cotidiano dos trabalhadores, têm sido, sistematicamente, cortadas em nome de
uma suposta reorganização das contas públicas. Essa manobra tem, como
verdadeiro objetivo, continuar transferindo dinheiro público para os bancos
privados ligados ao sistema financeiro internacional, configurando-se como uma
forma de agiotagem legalizada que transfere bilhões do dinheiro público para os
ricos. A esse conjunto de medidas, a propaganda do Governo encabeçado pela
presidente Dilma Roussef tem chamado de AJUSTE FISCAL.
Entre os setores
do serviço público, o mais atingido foi a Educação, sofrendo um corte de
aproximadamente R$ 9 bilhões. No entanto, o mesmo Ajuste Fiscal que promove
essa medida, aumentou em 12% os recursos para o FIES (Fundo de Financiamento
Estudantil), revelando uma clara opção pela defesa dos interesses dos
empresários donos das universidades particulares. Nesse sentido, em vários
estados, professores e funcionários das redes públicas estaduais e municipais
iniciaram greves em defesa da Educação Pública Estatal. Assistimos com
indignação ao massacre dos professores do Paraná, bem como, a longa greve dos
professores de São Paulo, ambos Estados governados pelo PSDB de Aécio Neves.
Os cortes do
Governo Dilma produziram um colapso no funcionamento das Universidades Federais.
Várias universidades estão com suas atividades interrompidas devido à
impossibilidade de pagamento aos trabalhadores terceirizados que executam os
serviços de limpeza e vigilância. A esse quadro, soma-se a paralisação das
obras para a garantia da necessária infraestrutura para comportar o aumento do
número de estudantes advindos da expansão precarizada realizada pelo Programa
de Reforma Universitária (REUNI) e a suspensão de todos os concursos e
reajustes salariais para professores e funcionários técnico-administrativos.
As perdas
salariais acumuladas contribuem para que o reajuste conquistado com a greve de
2012 e que foi parcelado em três anos já tenha sido corroído pela inflação.
Paralelamente, as condições de trabalho são, cada vez mais, precárias. Nos
polos de Educação à Distância, os tutores enfrentam o atraso no pagamento das
suas bolsas, aprofundando a situação de precariedade que caracteriza o seu
vínculo com as Universidades. A insuficiência de espaços físicos para alocarmos
as atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como aquelas ligadas à
administração das unidades, associada a permanente falta de manutenção daqueles
existentes, contribuem para que se desenvolva um ambiente que, em muitos casos,
se destaca pela sua insalubridade. Além disso, o Governo Dilma articula a
criação de uma Organização Social para a contratação de professores sem a
necessidade de concursos públicos, o que na prática acabará com a carreira
docente e privatizará as Universidades Federais.
No que diz
respeito às condições de permanência dos estudantes na universidade, sofremos
com a falta de uma política de assistência estudantil. Além do atraso no
pagamento das bolsas e a ausência de moradia estudantil, atualmente, os
restaurantes universitários, sofrem com a ausência de profissionais, como na
UFF e na UNIRIO, onde a situação se agravou pelo atraso no pagamento dos
funcionários terceirizados.
Este caos
administrativo acaba sendo reforçado por uma dinâmica marcada pela falta de
democracia e transparência na gestão das Universidades Públicas. Frequentemente,
os seus espaços de decisão como os Conselhos Universitários são caracterizados
pela baixa representação de estudantes e funcionários. Nesse cenário, interesses
particulares, frequentemente, prevalecem sobre os interesses públicos,
configurando um processo de privatização “por dentro”.
No entanto,
estudantes, funcionários e professores têm resistido a esse ataque à
Universidade Pública. No último dia 29 de maio, depois de aguardarem por mais
de um ano a abertura de negociações com o Ministério da Educação, o ANDES
(Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior) e a FASUBRA (Federação de
Sindicatos de Trabalhadores técnico Administrativos em Instituições de Ensino
Superior Públicas no Brasil) iniciaram uma greve nacional. Entre as principais
reivindicações destacam-se o reajuste salarial que recupere as perdas
acumuladas nos últimos 5 anos, a reestruturação da carreira dos docentes e
técnicos-administrativos e a manutenção do caráter público, estatal e gratuito
das Universidades Federais. Atualmente, o movimento já conta com 35
Universidades Federais em greve. Em várias delas, os estudantes também
decretaram greve por tempo indeterminado, destacando-se por um intenso
protagonismo como nos casos da UFF e da UFRJ.
O PSOL-SG apoia,
incondicionalmente, a greve dos estudantes, técnico-administrativos e
professores na defesa da Universidade Pública e da Educação Pública, estatal,
gratuita, laica e de qualidade. Assim sendo, conclamamos todos e todas que compreendem
ser fundamental a preservação do direito à educação pública estatal, conquistado
pelos trabalhadores, a estarem conosco nessa luta.
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Bruno Oliveira é professor da Escola de Serviço Social da Unirio e diretor da Adunirio.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Panfletagem da 3° edição do jornal do PSOL São Gonçalo na Universo Trindade
Nessa segunda-feira (22/06) realizamos na Universo Trindade a segunda panfletagem da 3° edição do jornal do PSOL São Gonçalo. Com um transporte público de péssima qualidade e um trânsito cada vez mais caótico, dialogamos com os estudantes sobre a necessidade da construção um amplo movimento para lutarmos pela linha e do metrô. Essa é a solução viável para resolver o problema da mobilidade urbana em nossa cidade. Segue algumas fotos da atividade:
Vamos lutar contra a terceirização no Brasil!
por Reynaldo Mattos
O PL 4.330/2004, também
conhecido como o Projeto de Terceirização, foi aprovado na Câmara dos Deputados
no último dia 22 de abril. Foram 230 votos a favor, 203 contra e 4 abstenções,
tendo como protagonista dessa afronta aos trabalhadores o presidente do Legislativo
federal, Eduardo Cunha, aquele que usa como slogan de campanha” O povo merece
respeito”. Um projeto que estava engavetado há 11 anos foi levado a votação com
caráter de urgência. Mesmo votado com algumas alterações à proposta inicial,
constitui um retrocesso para os trabalhadores, e agora será analisado pelo Senado Federal e logo
depois poderá ser vetado pela Presidência da República . Representa, sem
dúvida, a precarização das relações de trabalho e uma ameaça aos direitos
trabalhistas.
Podemos citar o que vai
acarretar o PL 4.330/2004, se for aprovado pelo Senado e não vetado pela
presidente: ameaça de demissões e substituição, salário menor (35% mais baixo),
assédio moral, enfraquecimento dos sindicatos; retaliações para os grevistas;
problemas de saúde do trabalhador e acidente de trabalho poderão não ser
reconhecidos; rotatividade dos trabalhadores; acaba com a inclusão de pessoas
com deficiência no mercado de trabalho. Ou seja, estamos em um sistema que
tratará o trabalhador como uma peça descartável dessa engrenagem que só visa ao lucro e cada vez mais muda o
método de exploração da classe; o que antes já existia configurando uma guerra
entre capital e trabalho pode se aprofundar em um conflito entre trabalho e
trabalho.
Todos os deputados
federais do PSOL votaram contra a terceirização, pois o PSOL é o partido que
estará sempre ao lado dos trabalhadores e chama toda a sociedade para lutar
contra essas e outras injustiças. O PSOL acredita que só a luta coletiva muda a
nossa realidade e nos coloca como protagonista dessa construção de uma
sociedade mais humana e sensível às necessidades dos trabalhadores.
Não podemos aceitar esse
estrangulamento da CLT e tantos direitos conquistados serem colocados como
meros adereços em um sistema perverso que só visa ao lucro dos empresários em
detrimento de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Vamos à luta
coletiva!!! Dilma, Renan Calheiros e Eduardo Cunha não nos representam. Digamos
NÃO À TERCEIRIZAÇÃO!!!
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Reynaldo Mattos é assessor parlamentar na ALERJ e militante do PSOL São Gonçalo.
domingo, 21 de junho de 2015
Democratizar não é censurar
por Cecília Mattos Setubal
“Nunca vi nem comi, eu só ouço falar.”
Não é só o caviar que passa longe do
Zeca Pagodinho e do cidadão comum. O projeto de lei da terceirização ficou
engavetado anos e, do nada, entrou em pauta na Câmara e foi aprovado a toque de
caixa. Pergunte a alguém se sabe para que ela serve e qual seu impacto na
economia e na nossa vida.
A grande mídia manipulou a notícia,
destacando depoimentos de parlamentares que votaram a favor do projeto, não
esclarecendo suas consequências, e só convidou especialistas favoráveis à
terceirização. Por que isso acontece?
Porque no Brasil poucos grupos
controlam a mídia e seus anunciantes são os grandes empresários e banqueiros,
os mesmos que financiam as campanhas eleitorais milionárias. E quando os movimentos
sociais pedem a democratização da mídia, a grande imprensa
diz que democratizar é “censurar”!
O sujeito do direito à comunicação
não é a empresa de comunicação, é o cidadão. Dizer que o estabelecimento de
regras para o setor é censura é, na verdade, uma tentativa de preservar o
direito privado à censura que a mídia pratica ao manipular as notícias.
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Cecilia Mattos Setubal é jornalista e militante do PSOL São Gonçalo.
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