quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Nota de apoio à ocupação Zumbi dos Palmares

Na sexta-feira, 31 de outubro, centenas de lutadores deram início a ocupação de um terreno entre os bairros do Jardim Catarina e Santa Luzia que há mais de 30 anos estava abandonado. A ocupação foi organizada pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). A ocupação ocorreu sem maiores problemas e cada dia mais pessoas de áreas vizinhas buscam um lugar onde possam montar um barraco que em um futuro próximo possa se transformar em uma casa.

Atualmente a ocupação já reúne mais de 700 famílias aproximadamente. Esse crescimento estrondoso não é surpresa, devido ao enorme déficit habitacional de mais de 60 mil moradias em nossa cidade. De maneira coletiva as diversas famílias constroem novos barracos e realizam atividades propositivas e organizacionais.

O nascimento da Ocupação Zumbi dos Palmares em São Gonçalo contribuiu para a visibilidade do problema da moradia na cidade. Portanto, demonstrando a necessidade de programas mais abrangentes de habitação, o qual possa garantir um direito básico que é o acesso a moradia digna.

O PSOL São Gonçalo, por meio desta nota, manifesta todo o seu apoio e solidariedade à luta por moradia digna e melhores condições de vida para o povo trabalhador.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Plínio de Arruda : um exemplo de lutador

É com muito pesar que a morte do companheiro Plínio de Arruda Sampaio ( 1930-2014) abate o Partido Socialismo e Liberdade em julho de 2014. Sem dúvidas Plínio de Arruda foi um militante aguerrido, valente e fraterno do nosso Partido. Porém, sua morte nos traz ainda mais força para nesse pleito eleitoral combater o conservadorismo, o capitalismo e todos aqueles que contribuem para a sociedade desigual.

Plínio deu início a sua militância no Movimento Juventude Estudantil  Católica em São Paulo,  em seguida concluiu o curso de bacharel em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco- Foi eleito deputado-federal pelo Partido Democrata Cristão, mas teve seu mandato cassado com o golpe civil-militar de 1964. Seguiu para o exílio onde manteve suas atividades políticas.

domingo, 18 de maio de 2014

"CASTELO DE CARTAS DE MULIM" COMEÇA A CAIR

por Prof. Josemar Carvalho
  
Um balanço necessário
A maioria da população apostou que Neilton Mulim representaria renovação. Infelizmente foi o contrário disso que aconteceu neste 1/3 de gestão.
Para começar o “festival” de equívocos, a primeira medida do governo foi aumentar o salário dos cargos comissionados. A maior distorção ficou no salário dos subsecretários, que de aproximadamente R$ 2.800,00 pulou para R$ 9.200,00. Um aumento que só serviu para onerar os cofres públicos. Enquanto isso, alguns servidores concursados ganham menos do que um salário mínimo.
Este é um dos pontos que explica a mobilização atual dos três segmentos do funcionalismo municipal (os profissionais de educação, os agentes comunitários de saúde e servidores da administração) em nossa cidade. O PSOL é solidário a todas as demandas destas categorias.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Barbárie X Resistência

por Pedro He-man
Copacabana tem manifestação contra desaparecimentos não esclarecidos Alessandro Costa/Agência O DiaTemos acompanhado uma aguda escalada de violência no nosso Estado. Uma sensação de insegurança crescente que toma conta da população em toda a região metropolitana. 
Na cidade do Rio, os intensos confrontos seguem fazendo vítimas inocentes, em sua grande maioria pobres e moradores de favelas. Tais como Amarildo, Claudia e DG.
As imagens de Copacabana sendo tomada pela barbárie, chocaram o mundo todo. O deslocamento do efetivo policial para garantir a realização da Copa, em parte explica aumento da criminalidade em outros locais. Niterói é assolada por uma onda de roubos e sequestros. Tiroteios em meio ao centro da cidade. Em São Gonçalo não é diferente. Comunidades outrora tranquilas, estão reféns da ação de bandidos, isoladas pela ausência de políticas públicas que sejam eficazes para garantir a segurança da população.

domingo, 11 de maio de 2014

Copa pra quem?

por Jorge Santana

Em 2007, o Brasil foi o único país a entrar na disputa para sediar a Copa do Mundo de 2014 e, como não poderia ser diferente, saiu vitorioso. O ex-presidente Lula sorriu como uma criança. O sentimento pertinente era de que, agora, o Brasil, país ainda emergente, tomaria impulso no evento e, finalmente, se consolidaria como uma das principais potências mundiais. O país do futebol teria a chance de mostrar ao mundo como seria possível fazer a maior Copa do Mundo de todos os tempos. A conjuntura era ótima, a economia em ritmo crescente, a inflação baixa e um aumento significativo de postos de trabalho. Havia um forte sentimento de “ninguém segura esse país”. Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, bradava aos quatro cantos que não haveria gasto público, uma copa 100% bancada pelas empresas privadas.