por Jorge Santana
Em
2007, o Brasil foi o único país a entrar na disputa para sediar a Copa do Mundo
de 2014 e, como não poderia ser diferente, saiu vitorioso. O ex-presidente Lula
sorriu como uma criança. O sentimento pertinente era de que, agora, o Brasil, país
ainda emergente, tomaria impulso no evento e, finalmente, se consolidaria como
uma das principais potências mundiais. O país do futebol teria a chance de
mostrar ao mundo como seria possível fazer a maior Copa do Mundo de todos os
tempos. A conjuntura era ótima, a economia em ritmo crescente, a inflação baixa
e um aumento significativo de postos de trabalho. Havia um forte sentimento de “ninguém
segura esse país”. Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, bradava aos
quatro cantos que não haveria gasto público, uma copa 100% bancada pelas
empresas privadas.
