sábado, 15 de junho de 2013

Da luta contra o aumento da tarifa nos transportes à transformação da sociedade

por Marcio Ornelas

13/06 /13 Av. Rio Branco
Mal chegamos à metade do mês, mas já podemos dizer com toda a certeza: junho de 2013 entrou para a história. De norte a sul desse país, somam-se dezenas de protestos contra o aumento das passagens. É o belo reencontro do povo com as ruas, com a sua capacidade de transformação e de construir uma sociedade mais justa.

Mas todo esse movimento pelo Brasil inteiro, por causa de 15, 20 ou 25 centavos? Depois de sucessivas semanas tendo dezenas de atos seguidos, fica mais do que evidente que a insatisfação coletiva não se reduz ao preço da passagem. Existe um desgaste amplo com a piora das condições de vida, com a precarização crescente de serviços públicos essenciais (saúde, educação, segurança e transporte), com a corrupção que assola as instituições políticas brasileiras, o escárnio dos governantes com a população, o desperdício contínuo de dinheiro público. Enfim, são muitas as questões que potencializam a insatisfação geral. E não é de hoje que ensaiamos uma volta contundente às ruas, o momento de efervescência política pela qual passa o Rio de Janeiro nesses últimos dois anos, não me deixa mentir. Por aqui vivenciamos nesse período uma forte mobilização em defesa dos bombeiros, causa que arrastou milhares de pessoas para as ruas; movimento Primavera Carioca encabeçado pela candidatura de Marcelo Freixo a prefeitura do Rio de Janeiro, colocou os jovens em contato com a rua em proporções que há muito tempo não víamos; ou ainda as importantes lutas em defesa da Aldeia Maracanã e contra a privatização do Maracanã, são alguns dos exemplos sólidos. E assim foi em outras partes do país.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Diga Não ao Destombamento do 3ºBI

por Prof. Josemar Carvalho

Neste artigo, vamos dialogar sobre a proposta de destombamento da área do antigo 3º Batalhão de Infantaria (3º BI), localizado no bairro da Venda da Cruz aqui em São Gonçalo.

O 3º Batalhão de Infantaria era conhecido como Regimento Ararigbóia foi transferido em 2007 para a cidade de Barcelos no Estado do Amazonas. Como parte da politica das Forças Armadas Brasileiras de transferência do seu contigente militar para as fronteiras e para as florestas. O antigo quartel teve importância na 2ª Guerra Mundial.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A Culpa é de Quem?

por Matheus Felipe

Nos últimos dias o assunto ''segurança pública'' foi discutido nos principais veículos de comunicação, devido a divulgação do vídeo da operação policial que resultou na morte do traficante “Matemático”. Operação que foi conduzida de maneira irresponsável. É óbvio que o bandido é cruel, é violento e massacra a comunidade carente, mas o Estado não pode competir com o marginal para saber quem tem o maior nível de crueldade.
           
Alguns podem até dizer: “Ah, lá vem o socialista defender bandido”. Não se trata disso, posso estar tendo uma visão radical baseada em Hobbes, mas o Estado está aí para impedir uma catástrofe maior. Ao criticar execuções públicas, não defendo “bandido”, mas sim o pacto que os membros da sociedade fizeram entre si para poderem conviver (minimamente) em harmonia. Cabe ao Estado proteger a população e não ir contra a integridade física da mesma.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Abolição da Escravatura e o racismo na atualidade: desafios e dilemas!

por Prof. Josemar Carvalho


Em 13 de maio de 1888, através da Lei Imperial nº 3353, foi sancionada a Lei Áurea, que dava um “fim formal” à escravidão negra no Brasil.

Longe de representar a democracia racial, a Lei assinada pela Princesa Isabel, em data comemorativa ao nascimento de seu bisavô Dom João VI, não colocou o negro em situação de equidade social, politica e econômica no país.

Infelizmente, ainda não temos a igualdade de condições e o racismo no Brasil ainda é uma triste realidade.


Antes de entramos na atualidade, analisaremos brevemente alguns aspectos.


domingo, 12 de maio de 2013

Pro Dia Nascer Feliz


por Marcio Ornelas

Pro Dia Nascer Feliz é um documentário de 2006, dirigido por João Jardim, que aborda a situação das escolas e da educação brasileira, traçando um recorte social para mostrar as diferentes realidades que podemos encontrar num país com vasta desigualdade. No centro da narrativa estão alunos e professores, discutindo seus sonhos, projetos e perspectivas.

O filme já é um clássico para se debater a educação brasileira, muito utilizado em salas de aula de ensino fundamental e superior. O grande acerto do filme, reside na preocupação de humanizar o debate educacional, afinal, não estamos falando somente da precariedade de prédios, da ausência de materiais adequados, da falta de condições de trabalho. Estamos fundamentalmente, discutindo as consequências de todos esses problemas nas vidas das pessoas que compõem o cotidiano escolar, trajetórias inteiras que são delimitadas por essa relação. Portanto, não é necessário perder minutos eternos enfatizando as diferenças estruturais que existem entre uma escola pública de Duque de Caxias e uma tradicional escola particular de São Paulo. Bastaria dar voz aos indivíduos e todo o abismo existente saltaria a tela.