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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Greve dos Garis de Niterói e fechamento da Ponte pelos operários do COMPERJ revela que os trabalhadores não querem pagar pela crise!

por Prof. Josemar Carvalho


 O ano de 2015 vem mostrando que vai ser agitado politicamente. Nem passado o carnaval, as mobilizações acontecem e radicalizam cada vez mais.


Vitoriosa passeata dos trabalhadores sobre a Ponte Rio-Niterói
A crise econômica chega cada vez mais ao cotidiano popular. A inflação já se faz sentir no bolso dos trabalhadores. Não precisa ser especialista em economia para saber que o aumento do preço da gasolina está gerando aumento dos preços. O corte de verbas de 22 bilhões do orçamento aumenta ainda mais a percepção popular da crise.


A operação Lava Jato faz por aumentar a crise de representatividade da Presidente Dilma e de seu partido, o PT. O discurso pseudo-esquerdista da eleição da Presidenta vira estelionato eleitoral quando observamos os passos tomados neste novo governo. 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Da Revolta da Chibata ao motim dos lixeiros, o Rio de Janeiro sublevado

por Jorge Santana

Há 114 anos, a cidade do Rio de Janeiro foi sacudida por uma rebelião na baía de Guanabara, a Revolta da Chibata. O caos tomou conta da capital da república quando marinheiros tomaram os dois mais potentes navios da Marinha e ameaçavam bombardear a cidade se suas reivindicações não fossem atendidas. Eram mais de dois mil marinheiros pobres, quase todos não brancos e subalternos. 

A Revolta da Chibata, em 1910, desafiou a hierarquia militar da Marinha do Brasil, os praças reivindicavam o fim dos castigos físicos, melhores condições de trabalho, aumento do soldo, direito a voto e ao casamento. O líder deles era João Cândido, um marinheiro negro, corajoso e destemido. Contudo, é importante assinalar que os marinheiros não tinham sindicato. Durante a tomada dos navios dois oficiais foram mortos. O governo federal aceitou o fim das punições físicas e a anistia dos rebeldes. Ao baixarem as armas ocorreu à caça às bruxas e a grande maioria dos revoltosos foram presos, expulsos da Marinha e outros assassinados sumariamente. 

sábado, 8 de março de 2014

Mais um round da luta de classes

por Prof. Josemar Carvalho &
Marcio Ornelas

Ato dos garis do dia 07/03/2014
Nos últimos meses temos acompanhado mobilizações de diversos setores da classe trabalhadora organizada, contrariando os ideólogos da burguesia, a luta de classes permanece atual e mais viva do que nunca. Vimos no ano passado a forte greve dos professores no Rio de Janeiro. Já no início de 2014 uma série de outras lutas seguiram, com destaque particular aos rodoviários de Porto Alegre e aos trabalhadores do COMPERJ. Agora, a histórica greve dos garis é a consolidação definitiva de que vivemos novos tempos.

Obviamente, não conseguiremos compreender essas lutas se não considerarmos o papel decisivo das jornadas de junho. Em 2013, milhões de pessoas tomaram as ruas do país para exigir inúmeras pautas que melhorariam muito a vida da população. A insatisfação popular dava a tônica do processo, não havia uma saída política clara ao movimento, mas a manifestação da negação ao que estava posto, já representava um avanço significativo em relação a tudo que vivenciamos nesses anos de democracia. Colocar a população no calor das lutas, impor uma derrota à política tradicional e provar a força da mobilização, são aprendizados que fazem o nível de consciência da população dar saltos.