quarta-feira, 22 de abril de 2020

Há 7anos lançávamos o blog do PSOL São Gonçalo ...

Um importante veículo para organização do partido e difusão das novas idéias na cidade. Um importante ponto de apoio para construir um dialogo com sociedade tendo como horizonte a luta dos trabalhadores e luta pelo socialismo.

Nossos textos, artigos, notas e informes produziram um incipiente relato da atuação do PSOL na nossa cidade. As dificuldades foram grandes. Mais construir um espaço de produção militante, numa cidade com produção independente, classista e de esquerda, não é pouca coisa.


Alguns dos nossos artigos viralizaram na cidade como "O Inferno Astral de Panisset" (Uma das primeiras publicações em Abril/2013), “as mentiras de Neilton Mulim” (Março/2015), “Um ano do governo Nanci: omissão, nepotismo e ausência de perspectiva” (Janeiro/2018) e “Governo Nanci-Pericar: um dos piores da história de São Gonçalo” (Dezembro/2019), tiveram forte repercursão pois polemizaram com a estrutura de poder da cidade.

 
Falamos a verdade doa a quem doer

 Nossos textos polemizaram a politica local e que se tornaram referencia para movimentos sociais nas suas lutas, destacamos “Diga Não ao Destombamento do 3ºBI” (Maio/2013) – que virou base para uma petição popular na nossa cidade; e “130 anos da Abolição da Escravatura que não nos libertou plenamente” (Maio/2018) que foi citado e reproduzido em vários blog´s em todo território nacional, como ponto de reflexão racial dentro de uma perspectiva marxista.


Outros foram fonte primária de informação, como “Parecer do Ministério Público aponta irregularidades no Consórcio São Gonçalo de Transportes” (Julho/2016), informando de antemão e anunciando a vitória dos trabalhadores do transporte alternativo que estava prestes a acontecer.

 A nota “Unir para avançar!”(Agosto/2019) e os textos “São Gonçalo precisa ser governada pela esquerda” (Setembro/2019) apresentaram argumentação relevante sobre os desafios postos na conjuntura da nossa cidade no momento atual.

Mais recentemente estamos nos posicionando com autenticidade frente a recente pandemia mundial que nos assola damos destaque a “Renda básica e proteção para os trabalhadores em tempos de coronavírus”(Março/2020) e “As controvérsias do EAD em meio a pandemia e a crise econômica” (Abril/2020).

Em todo o período e nas diversas postagens, sempre tivemos lado, o da independência de classe. Lutamos por uma outra São Gonçalo e temos uma certeza do nosso papel histórico de construir o socialismo contra exploração burguesa, o racismo, a misoginia, a lgbtfobia, em defesa do meio ambiente e por um qualidade de vida para toda humanidade.

Leia essas e outras de nossas publicações! Seguiremos na luta!!!



As controvérsias do EAD em meio a pandemia e a crise econômica


Por Thunai Melo
No dia 13/03 a Secretaria de Educação do Estado do RJ (SEEDUC) decretou a suspensão das aulas da Rede Estadual de Ensino devido a pandemia de coronavírus e de forma autoritária, implementou uma plataforma para o ensino à distância o: “Google Classrom”, como uma maneira dos professores e alunos da rede estadual de ensino poderem ter acesso ao material didático e aulas online para a continuidade do calendário escolar, mesmo com todas as contradições do EAD (Ensino À Distância) apresentadas pelo SEPE (Sindicado Estadual dos Profissionais da Educação) e a Comissão de Educação da ALERJ, além do Ministério Público do RJ. As autoridades se negam a ter um debate transparente e honesto sobre essa questão.
A SEEDUC através do Secretário de Educação, Pedro Fernandes, não dialoga com a categoria e a comunidade escolar, a plataforma não consegue atender as demandas dos alunos, principalmente residentes em áreas periféricas e rurais que não possuem viabilidade técnica, aonde a falta de políticas públicas para o tratamento de esgoto, saneamento básico e a violência fazem parte do cotidiano dos alunos.
São por volta de 680 mil alunos distribuídos em 1217 escolas da rede que poderão ser prejudicados pela precariedade do ensino, em um processo de exclusão, aonde a SEEDUC desconsidera todas as denúncias feitas pelos alunos e pelo corpo docente cadastrado na plataforma. As medidas adotadas pelo Governo do Estado como a contribuição no valor de R$ 100,00 por aluno e a entrega do material impresso via correios, não são suficientes para garantir a qualidade de ensino para todos, deixando excluídos 47% dos alunos que não tem acesso a computadores, segundo os dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese). De acordo com o MP, a SEEDUC não apresentou nenhum plano para que as aulas através do EAD se tornem dias letivos e o retorno das aulas deve ser debatido entre todos da unidade escolar.
É extremamente necessário que os profissionais de educação defendam uma educação inclusiva para todos, o EAD não é um “puxadinho da escola”, relatar todas as denúncias da comunidade escolar contra um sistema tão excludente, aliada a uma política de segregação e antidemocrática do governo. Não há possibilidade do calendário escolar continuar em condições aonde vidas estão sendo colocadas em risco e a aprendizagem está sendo colocada em segundo plano. Devemos lutar por uma educação pública de qualidade para todos e pela vida.



Thunai Melo é professor de história da rede estadual do Rio de Janeiro e diretor do SEPE São Gonçalo. Ajudou a fundar a Rede Emancipa em  São Gonçalo, onde foi Coordenador das unidades do Porto Novo e do Portão do Rosa.

* Artigo originalmente publicado na Revista do Emancipa RJ que pode ser visualizado no link: As controvérsias do EAD em meio a pandemia e a crise econômica

domingo, 19 de abril de 2020

Jane Oliveira presente!



É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de uma companheira histórica do PSOL São Gonçalo Jane Oliveira.
Jane foi uma das fundadoras do PSOL no município de São Gonçalo, uma ativista com militância reconhecida na área sindical, tanto no Sindsprev como no Sinacs. Sempre na luta pela melhoria das condições de trabalho para os agentes comunitários de saúde. Em 2014 aceitou o desafio de ser candidata a deputada federal pelo PSOL.
Deixamos aqui a nossa solidariedade para toda a família e amigos nesse momento difícil. Reafirmamos nosso compromisso histórico com as pautas que Jane sempre defendeu.
Jane Oliveira presente!

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Encontro reúne as direções do PSOL Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Rio Bonito



Aconteceu ontem (14/04) a primeira reunião integrada dos Diretórios Municipais do PSOL do leste metropolitano. A iniciativa reuniu representações das direções dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Rio Bonito.

O intuito dessa reunião foi refletir conjuntamente iniciativas para o enfrentamento da grave pandemia que acomete todo o país e discutir os seus impactos na nossa região. Tendo como princípio o fortalecimento e ampliação do SUS na região, assim como um conjunto de exigências ao governo federal e estadual, por mais investimentos.

Ainda no princípio da solidariedade e da universalidade do SUS, foi rechaçada qualquer medida que tenha como alvo restringir o acesso da população a qualquer equipamento de saúde.

Dessa reunião, derivará um documento que será assinado por todos os diretórios, para ser amplamente compartilhado.

A direção do PSOL São Gonçalo saúda essa iniciativa e os esforços de todos os companheiros, para pensarmos saídas para a região do leste metropolitano. Visto as profundas desigualdades sociais que acometem nossa região. Pensar coletivamente, para que ninguém seja deixado para trás!

sexta-feira, 10 de abril de 2020

O fora Bolsonaro é uma questão civilizatória


por Prof. Josemar e Marcio Ornelas



O pronunciamento de Bolsonaro aos grandes meios de comunicação, convocando o povo ao cotidiano da vida normal em meio a uma pandemia mundial de uma doença mortal, foi um verdadeiro chamado ao genocídio da população brasileira. No momento em que esse texto é escrito já são mais de 1 milhão de casos em todo o planeta. A situação do Brasil é crítica, pois a curva de evolução da doença se mostra muito parecida com a da Itália (país mais afetado até o momento pela doença), só que com um potencial muito maior para o caos pelas proporções territoriais, sócias e quantitativas de população. Todas as evidências científicas mostram que, para frear a pandemia e não sobrecarregar os sistemas de saúde, são necessárias medidas drásticas que são estranhas ao capitalismo e, particularmente, à sua face neoliberal defendida pelo atual governo. Mas a situação se faz tão crítica que até figuras plenamente aliadas com os interesses do grande empresariado, como o governador João Dória, tem compreendido a necessidade das medidas restritivas para que a crise sanitária intervenha pelo menor tempo possível na economia. As medidas restritivas de isolamento social e de paralisação dos serviços não essenciais, chegaram inclusive ao coração do capitalismo, tendo o presidente dos EUA (hoje país considerado epicentro da pandemia) defendido amplamente para que os americanos fiquem em casa e autorizando um pacote na ordem de trilhões de dólares para segurar a economia durante a crise. Enquanto o mundo inteiro reforça as medidas restritivas de isolamento social, já que não há remédio para a doença, sendo a forma mais efetiva de combater a propagação do vírus, Bolsonaro vai na contramão do planeta e diz que tudo não passa de um estardalhaço. Manda 40 milhões de trabalhadores informais para a rua, com SUS que não tem a menor condição de atendê-los. Bolsonaro cria a sua própria maneira, uma forma de extermínio da pobreza e das classes mais pauperizadas da população. O distanciamento social e o direito dos trabalhadores e das trabalhadoras a ficarem em casa são os primeiros tópicos. Além disso, é urgente o investimento pesado do Estado na saúde pública, na seguridade social, na garantia dos empregos formais, na proteção dos trabalhadores informais e dos micro e pequenos empresários. No entanto, as autoridades pensam, primeiramente, na economia e no lucro, e só depois na saúde e na vida. As graves condições sanitárias, econômicas e sociais de amplas massas trabalhadoras, em nosso país, coloca em risco um contingente elevado de pessoas. A face mais aguda da crise atinge a classe trabalhadora e, dentro dela, seus setores mais precarizados e oprimidos. Como se não bastasse isso, temos um agravante. O presidente da república, Jair Bolsonaro, atua na vanguarda da irresponsabilidade. Bolsonaro assume uma postura abertamente criminosa que põe em risco a vida dos brasileiros mais pobres e em grupos de risco para a COVID-19. Bolsonaro defende apenas seus interesses mesquinhos e seu projeto político reacionário. Em paralelo, o esgoto do bolsonarismo, nas redes sociais, atua pela desinformação, difunde fake news, estimula a alienação religiosa e aumenta os riscos para os brasileiros. Postura típica daqueles que atacam a ciência e desmerecem os profissionais da saúde e o SUS. A lista de crimes de responsabilidade de Bolsonaro é extensa. Há tempos um pedido de impeachment do presidente já se sustentava. Mas agora se tornou inadiável de proporções civilizatórias.

obs: Esse texto foi originalmente publicado no Jornal Daki