quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Informes da Segunda Plenária congressual do PSOL em São Gonçalo

No último domingo (17/09) foi realizada a segunda plenária congressual do PSOL São Gonçalo. A atividade reuniu mais de 40 militantes, dentre os quais 32 se credenciaram e estavam aptos para votar. Três chapas foram apresentadas para a votação:

Chapa 1: Subverta/Mais - 11 votos (01 delegado)
Chapa 2: MES/CST (Bloco de Esquerda) - 20 votos (02 delegados)
Chapa 3: US - 01 voto

Dessa forma a plenária elegeu mais 03 delegados para o congresso estadual do PSOL. Ao todo, em São Gonçalo já são 88 reunidos e 09 delegados eleitos. A próxima plenária vai acontecer no dia 26/09.



terça-feira, 29 de agosto de 2017

Informes da Primeira plenária congressual do PSOL em São Gonçalo

No último domingo (27/08) foi realizada a primeira plenária congressual do PSOL em São Gonçalo. A atividade contou com a presença de mais de 70 participantes, um número bastante expressivo que demonstra a vitalidade do partido no município. Nessa primeira plenária foram defendidas duas teses, saindo ao todo 06 delegados para o congresso estadual do PSOL. A próxima plenária congressual será realizada no dia 17/09. Seguem os números da plenária e algumas fotos:

Tese 1 – defendida pelo Prof. Josemar – “Organizar a rebeldia do povo” – 48 votos (5 delegados)
Tese 2 – defendida por Jorge Santana e Bruno Oliveira – “Por um PSOL amplo, democrático, ecossocialista e libertário” – 08 votos (1 delegado)

O Diretório Municipal do PSOL São Gonçalo tem direito a quatro plenárias. A próxima já está marcada para o dia 17/09 (domingo) as 9h30 minutos, no mesmo local: Rua Jaime Figueiredo, 747 – Sobrado – Patronato (Rua da Caminhada – em frente a UERJ FFP).


Participe!!!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Neilton Mulim é preso por fraude de R$ 40 milhões na iluminação pública do município de São Gonçalo

Prof. Josemar Carvalho

A cidade de São Gonçalo amanheceu com o tempo nublado, porém com sentimento de justiça no ar. O Ex-Prefeito Neilton Mulim, responsável por um dos piores governos da história da cidade, foi preso. Sua detenção foi feita pela operação "Apagão" do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público na sua residência na cidade de Maricá. 
A acusação é de fraude de R$ 40 milhões na iluminação pública do município de São Gonçalo. De acordo com o Ministério Público, o contrato saltou de R$ 5,8 milhões para R$ 15,5 milhões e foi 'completamente desperdiçado'. 

Câmara Municipal e atual gestão da Prefeitura são omissas ...
Nós do PSOL sempre fomos oposição ao governo de Neilton Mulim. Saudamos com entusiamo, os desdobramentos da investigação que levou a sua prisão. Por outro lado, estranhamos que a legislatura passada, bem como a atual da Câmara de Vereadores tenham aprovado as contas de Mulim. Sabemos que é papel dos Vereadores é de fiscalizar as contas do Prefeito. E quando não há faz comete abre uma irregularidade.
Também ficamos surpresos que a atual gestão do Prefeito Dr. José Luiz Nanci, mesmo afirmando que houve rombo na Prefeitura, não tenha aberto nenhuma auditoria nas contas e na relação patrimonial da Prefeitura. O poder público não pode se eximir de suas responsabilidades éticas e sociais.
Para nós do PSOL São Gonçalo, a prisão de Neilton Mulim é um passo inicial importante. Afirmamos que é necessário ir além, pois há "indicios" de corrupção em outros temas. Os mais gritantes foram o contrato 425/2012 (que regulamenta o transporte público na cidade); e os contratos das merendas escolares.


Leia também:

1) Avaliação de dois meses do governo Neilton Mulim, onde apontavamos erros iniciais de condução: 
DOIS MESES DO GOVERNO NEILTON MULIM: UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA!

2) O Texto do Prof. Márcio Ornelas publicado no blog PSOL São Gonçalo sobre o descaso de Mulim com a cidade: As mentiras de Neilton Mulim

3) O Texto do jovem Márzio Sabino publicado no seu blog pessoal: Neilton Mulim - O mentiroso

4) Uma avaliação do governo Mulim em 2014: Castelo de cartas de Mulim começa a cair

5) A matéria do G1 sobre a prisão de Mulim:


Neilton Mulim é suspeito de fraude de R$ 40 milhões na iluminação pública do município. MP diz que contrato saltou de R$ 5,8 milhões para R$ 15,5…
G1.GLOBO.COM

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Josemar Carvalho, 41 anos, 1º Suplente de Deputado Estadual do PSOL-RJ, professor universitário e da rede pública de ensino. Presidente do Diretório Municipal do PSOL de São Gonçalo- RJ. Coordenador e Educador Popular da Rede Emancipa.

terça-feira, 25 de julho de 2017

25 DE JULHO: LUTAR, VENCER E RESISTIR COMO TERESA DE BENGUELA

O artigo abaixo é Tatiane Ribeiro, militante da juventude do nosso partido. Nós do PSOL São Gonçalo, reproduzimos este brilhante artigo, que foi publicado originalmente na revista Movimento, como uma reflexão a ser feita pelo Dia das Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas.
Boa Leitura!
Quando as mulheres negras se movimentam, o mundo inteiro se movimenta junto” (Angela Davis)
Teresa de Benguela, ou Rainha Teresa como era conhecida, foi uma das grandes lideranças quilombolas do século XVIII e dirigiu o Quilombo do Quariterê, no Mato Grosso. Ela faz parte da história de resistência e luta por uma vida livre e sem correntes. Não se sabe se ela foi executada ou se cometeu suicídio ao ser capturada, mas sua importância era tanta que sua cabeça foi exibida no centro do quilombo pelos escravocratas após sua morte.
Apesar dos poucos registros e do total apagamento da nossa história, as mulheres negras foram grandes lideranças em diferentes quilombos, que tanto resistiram contra a opressão da escravidão.
O dia 25 de julho é o dia da Rainha Teresa. Dia das Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas. Dia de resistir contra as opressões das quais somos vítimas todos os dias. 68,8% das mulheres que são mortas por agressão são negras, e esse é só um exemplo. O feminicídio negro no Brasil aumentou 54,2%, enquanto o feminicídio de brancas diminuiu 9,8%. A nossa luta é por vida e por resistência.
Angela Davis, em sua palestra na UFRB, fala que as mulheres negras já nascem com um programa anticapitalista, mesmo sem saber o que é capitalismo. Isso porque elas já se auto-organizam por aquilo que o capitalismo nos tira: saúde, emprego, saneamento básico, direitos, educação. Já somos, em nossa essência, resistência.
Ainda há muito que formular no feminismo brasileiro para que ele seja cada vez mais representante da maioria das mulheres, as negras. Sabemos que já há muita formulação sendo feita, mas ainda temos que ir adiante. É preciso demarcar cada vez mais que o feminismo revolucionário e marxista é necessariamente o feminismo negro. Não poderia ser diferente: raça e classe no Brasil (e em vários lugares do mundo) estão completamente conectados. Não é à toa que temos dados tão aterrorizantes do aumento do encarceramento de mulheres negras no Brasil. Assim como não é à toa que temos tantas empregadas domésticas negras e tão poucas donas de meios de produção. A formação da estrutura social brasileira foi feita para que os negros estivessem sempre na base da pirâmide social. Fomos escravizados e hoje somos aqueles com subempregos e a maioria dos desempregados no país.
É por isso que precisamos construir um feminismo internacional descolonizador. O feminismo negro ainda é muito acadêmico e precisamos fazer com que ele chegue onde ele é mais necessário: nas classes mais oprimidas, onde a predominância é de mulheres negras. O fato é que o feminismo classista é, em si, negro. Não poderia ser diferente no Brasil: se as mulheres negras estão nas periferias é lá que temos que estar! Porque elas já desafiam o machismo todos os dias: sobrevivendo contra a violência, lutando contra as estatísticas.
Esse feminismo negro descolonizador precisa ser produto da formulação e da luta com as mulheres negras da periferia. Porque ele já é pensado por elas todos os dias, mas ainda não conseguimos juntar as forças!
Somos resistência e luta! Devemos arrancar do patriarcado não apenas a remuneração do trabalho doméstico e sua regulação (com a lei das domésticas). Temos que lutar por salários decentes — contra a enorme desigualdade salarial e a remuneração extremamente baixa –, além do direito à aposentadoria para as donas de casa. Dizemos que não somos mais apenas personagens, sempre fomos e seguiremos sendo protagonistas!
Nos Estados Unidos, Davis conta que o próprio movimento Black Lives Matter nasce também com a pauta das empregadas domésticas, vai se ampliando, entendendo que esse tema se liga diretamente com a luta contra o genocídio e a violência policial. Às mulheres negras nunca foi negado o direito ao trabalho, pelo contrário, desde sempre nos foi imposto. Mas a nossa luta contra a escravidão, por mais direitos, pelas regulamentações, nos coloca cada dia mais como as grandes donas de nossa história! Desde Dandara e Rainha Teresa sempre foi assim!
Nossa luta é tão forte e essencial contra a estrutura capitalista que a arrastamos ao nosso redor. Seja em nosso favor ou numa contraofensiva, nossa luta muda o mundo. Nos Estados Unidos, Trump é uma forma de contraofensiva, mas também no Brasil podemos citar tanto figuras autoritárias e racistas como também movimentos que tentam deslegitimar nossa luta.
Por isso, precisamos seguir a mobilização. Nesse 25 de julho, precisamos ir além. A crise econômica e política não são nossas: não pagaremos a conta. Se a casta política está em crise, que sejamos nós aquelas que dão o último empurrão rumo ao fim. A luta contra as reformas trabalhistas (que são um retrocesso inclusive das vitórias que nós tivemos com muita luta nos últimos anos) e da Previdência precisa ser a nossa prioridade. É por nós, nossa classe, nossas vidas.
Hoje é dia de Rainha Teresa, e que ela seja nossa grande inspiração! Se somos, em nossas lutas diárias, as grandes lutadoras, não aceitaremos menos do que tudo! É a nossa hora! Sigamos em luta até que os nossos sejam completamente livres!


Tatiane Ribeiro,  é militante do Setorial de Negritude do PSOL-SP.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A CORRUPÇÃO POLICIAL e o GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA: DUAS FACES DA MESMA MOEDA

Por PH LIMA


A população de São Gonçalo foi surpreendida pela notícia de uma operação policial de repercussão na imprensa nacional que teve como protagonistas PMs do 7° Batalhão (Batalhão de Alcântara). O protagonismo infelizmente, mais uma vez, não é pelo fato dessa instituição cumprir sua função de garantir segurança aos moradores da cidade, ao contrário. As investigações da polícia civil provam uma afirmativa que há muito tempo o movimento negro denuncia no Brasil, no Rio e, em particular, em nossa na cidade: A PM faz parte da estrutura do crime!


“A MAIOR OPERAÇÃO CONTRA CORRUPÇÃO POLICIAL NA HISTÓRIA DO RJ” assim foi chamada pela imprensa a operação “Calabar”, investigação comandada pelo ministério público e pela polícia civil contra a corrupção da PM. Na madrugada de hoje (29/06) cerca de 800 agentes saíram para dar cumprimento a 172 mandados de prisão, 96 deles contra policiais militares. Todos que estão, ou estiveram lotados no 7° Batalhão, entre 2014 e 2016. Mais de 100 mandados de busca e apreensão (inclusive dentro do próprio batalhão da cidade) também estão sendo cumpridos.

A investigação foi iniciada para apurar denúncias sobre recebimento de propina por parte de PMs. Mas ao longo delas constatou-se que os policiais não só recebiam cerca de 1 milhão por mês de propina (arrego) extorquida de criminosos de aproximadamente 50 comunidades (a maioria de São Gonçalo) como também, atuavam como “gerentes do crime”. Escoltavam criminosos, alugavam fuzis do batalhão, davam informações sobre operações policiais... Para eles, quanto maior o lucro dos criminosos, maiores seriam suas propinas. Não atoa os índices violência na cidade dispararam no período investigado. Os PMs não só estimulavam a prática desses crimes, como também os organizavam.


O batalhão do arrego chegava a sequestrar traficantes cobrando mais de R$ 10 mil pelo resgate. Estima-se que: “a venda de favores e cobrança de dinheiro a traficantes rendesse, pelo menos, R$ 350 mil por semana aos PMs que estavam no Grupamento de Ações Táticas (GAT), Patrulha Tático Móvel (PATAMO), Serviço Reservado (P-2), no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) e Ocupação (uma espécie de "UPP" de São Gonçalo)”.

Uma das maiores demandas de nossa cidade certamente é a segurança pública. Nós do PSOL sempre dissemos que o caminho para a garantia da segurança passa pelo combate as desigualdades sociais, por políticas públicas para a juventude e pelo combate a todos os tipos de corrupção, seja a praticada pelos políticos (que mata o povo na fila dos hospitais), ou a praticada por policiais/bandidos que deveriam defender o povo, mas que na verdade lucram e administram a própria violência contra a população. Desta forma, parabenizamos o Ministério público e a polícia civil por esta operação e desejamos que ela se aprofunde ainda mais, pois é certo que os mesmos policiais alvos das investigações são parte dos que comandam o extermínio dos jovens negros e pobres de nossa cidade e devem ser duramente punidos.

A forma como esses 96 policiais militares (praticamente um batalhão paralelo) atuavam em São Gonçalo, é mais uma prova de que precisamos rever a estrutura policial como um todo em todo o país. O que permite que criminosos consigam dominar um batalhão de uma cidade? O mesmo batalhão, aliás, que matou a juíza Patrícia Aciole, não por acaso, que combatia as práticas de extermínio orquestradas pela PM na cidade. O batalhão do extermínio, do "auto de resistência", é o também o batalhão da corrupção! Não é coincidência. Onde existe corrupção, existe genocídio! Ambos mantém uma relação direta, complementar e são praticados pelos mesmos agentes e instituições. 

Por essa razão, apesar de ser de extrema importância operações como a de hoje, elas não são suficiente para acabar com a corrupção ou extermínio praticados pela PM. Pois essa instituição tem dentro de suas estruturas gerais o germe da corrupção e o genocídio. Faz parte de sua coluna vertebral, de sua história. 

Como foi demonstrado nas investigações, não estamos falando de ações individuais de um ou outro policial militar, mas sim de parte significativa de todo um batalhão. Representa a instituição. Em todos os batalhões da PM é certo que, em maior ou menor grau, práticas como essa fazem parte da rotina cotidiana. Rotina que inclusive fora narrada nos cinemas do mundo inteiro pelos filmes Tropa de Elite I e II. 

Estamos diante de uma estrutura e um sistema criminoso protegido por uma rígida hierarquia militar que o fortalece e impede muitas vezes, que os próprios policiais possam questionar ou denunciar tais crimes quando praticados pelos seus superiores. É preciso entender que fatos como esses são potencializados pela militarização das policiais. Que a sociedade civil não pode ficar refém de uma polícia MILITAR que se organiza para lidar com o cidadão (quando negro e pobre) como se este fosse um inimigo de guerra e submisso a seu poder e suas ordens. A ideia de servir a população é uma falácia dentro das favelas e periferias.


A PM fede. É o que existe de mais podre dentro de nossa sociedade. Uma instituição que inclusive persegue seus “bons” policiais (aqueles que se negam a seguir o roteiro ilegal e imoral). Você acredita que nenhum desses “bons” policiais tinham conhecimento da propina que era entregue dentro do próprio batalhão a esses bandidos de farda? Assim como sabiam de disso, sabem de outros esquemas de corrupção e de extermínio. Mas então, se são "bons", o que lhes impede de denunciar essas práticas criminosas? O que lhes obriga a serem coniventes com bandidos de farda? A hierarquia militar! Ou seja, defendemos a Desmilitarização da PM não só por ser um interesse fundamental da sociedade civil, mas também para proteger o próprio policial, para que não seja vítima dessa estrutura criminosa! Exigir o fim da PM é a luta pela vida dos jovens negros e pobres que são exterminados nas periferias. Mas também é a luta por uma polícia que tenha mínimas condições de auto organização sindical. Que garanta aos policiais o direito básico e fundamental de lutarem por seus próprios direitos, entre eles, o direito de não serem cúmplices de bandidos de farda que estejam “hierarquicamente” acima mas aterrorizando a população! O Fim da PM é o fim putrificação da segurança pública, sem isso e sem a efetivação de políticas públicas de combate a desigualdade social em todos os níveis, mas em particular no âmbito municipal, valorizando a cultura, o esporte e dando emprego e dignidade a juventude, nunca resolveremos nenhum dos problemas da violência seja em São Gonçalo ou em qualquer parte do Brasil. O que essa operação nos revela sobretudo, é que a equação “mais polícia, mais segurança” só pode funcionar se a sociedade tiver o controle sobre essa polícia, ou seja, se ela não for militar. No nosso caso, da forma como estava estruturada essa quadrilha fardada, ter mais efetivo basicamente era ter mais braços, não para defender a população, mas sim para aterroriza-la.









 PH LIMA, 28 anos, Mc e milita nas causas raciais. Estudante de Direito. Coordenador e Educador Popular da Rede Emancipa. Diretor de comunicação do Diretório Municipal do PSOL de São Gonçalo- RJ..