Mostrando postagens com marcador estelionato eleitoral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estelionato eleitoral. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Mulim mente mais uma vez: "Centro de diagnóstico de São Gonçalo tem prazo de validade"

As maquiagens em véspera de eleição que o prefeito Neilton Mulim vem realizando, mostram o tamanho do descaso da sua gestão com o município. O centro de diagnóstico seria uma bela iniciativa que poderia desafogar um pouco os hospitais públicos da região e prover agilidade na realização de exames, mas não da forma que está sendo feita.

A reportagem do jornal Extra mostra que no local que funciona o centro de imagens atualmente, já funcionava uma clínica conveniada da prefeitura que apenas sofreu uma repaginada. O imóvel é alugado (com contrato que vai até o final do ano) e os equipamentos que realizam os exames também (esses com contratos de 6 meses).

É um absurdo que a prefeitura invista uma quantia vultuosa de dinheiro público para garantir o atendimento da população apenas na época eleitoral. Vamos denunciar mais essa falcatrua dessa gestão desastrosa. A população quer garantia de atendimento sempre!

Veja na integra a matéria denunciando o fato: JORNAL EXTRA - Centro de diagnóstico de São Gonçalo tem ‘prazo de validade’

 

terça-feira, 31 de março de 2015

As mentiras de Neilton Mulim

por Marcio Ornelas

Este não é um texto de conjuntura. Aqui o leitor não encontrará um balanço aprofundado sobre o governo municipal, ou uma análise ampla sobre a crise econômica e política que acomete nosso país e, que inevitavelmente, traz consequências para o estado do Rio de Janeiro e para nossa cidade. Esse é um texto para reavivar a memória da população, com um objetivo central muito claro: contrapor o mundo da fantasia criado por Neilton Mulim durante a campanha eleitoral à realidade caótica em que se encontra São Gonçalo após dois anos da sua administração. Em última instância, é uma denúncia ao estelionato eleitoral enquanto método utilizado para se ganhar eleições e enganar o povo. De antemão, peço desculpas pelas inevitáveis ausências, as falsas promessas amontoaram-se com tamanha velocidade, que destrincha-las em sua totalidade converteu-se numa tarefa absolutamente inglória. Creio, ao menos, ter conseguido enumerar as mais notórias. Segue a lista:

1. Passagem a R$ 1,50 – Carro chefe de sua campanha no segundo turno da eleição e provavelmente grande responsável por sua vitória, Neilton Mulim prometeu abaixar a tarifa dos ônibus para R$ 1,50. Aconteceu justamente o contrário: em dois anos de gestão a passagem aumentou de R$ 2,60 para R$ 3,10 (e só não aumentou mais por que a população se mobilizou e barrou um dos aumentos). A saída mequetrefe que encontrou foi colocar cerca de 100 vans para circularam na cidade cobrando R$ 1,50 a passagem, preço que não é válido para finais de semanas e feriados (esse valor já foi reajustado para R$ 2,10).

2. Criação da companhia municipal de limpeza urbana – Uma proposta boa, retirada diretamente do programa do PSOL, que melhoraria a qualidade do serviço de limpeza urbana e ainda faria a prefeitura economizar cerca de R$ 100 milhões. Mas o prefeito jogou sua promessa no lixo, recontratando a mesma empresa que prestava um péssimo serviço na gestão de Aparecida Panisset. O resultado é desastroso, afinal, passados mais de dois anos de governo Mulim, vários bairros sofrem com a ausência regular de coleta de lixo e com a precariedade do serviço.

3. Transparência nos gastos públicos – O obscurantismo nos gastos públicos que marcou os oito anos do governo Panisset (que teve até seus direitos políticos cassados), seria superado com transparência na prestação de contas da nova prefeitura. Mas a realidade é que o prefeito Neilton Mulim foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado por um edital repleto de irregularidades, dentre as quais constava um sobrepreço na ordem de R$ 16 milhões, para a contratação da prestadora de serviços de limpeza urbana. Os gastos absurdos e não detalhados para o carnaval da cidade, lançam ainda mais dúvidas sobre a transparência dessa administração.

4. Valorização dos servidores públicos – Em apenas dois anos de governo Mulim, quatro importantes categorias do funcionalismo público fizeram paralisações ou greves: profissionais da educação, funcionários administrativos da prefeitura, agentes comunitários de saúde e guardas municipais. Reivindicavam melhores salários e condições dignas de trabalho. A prefeitura agiu para desarticular as mobilizações e dificultou o diálogo até onde foi possível, com a maior parte das demandas das categorias não sendo atendidas. Postura muito distante da benevolência vista logo no seu primeiro mês de governo, quando reajustou os salários dos subsecretários de aproximadamente R$ 2.800,00 para R$ 9.200,00.

5. Melhoria do sistema de saúde – A saúde em São Gonçalo beira o colapso completo. Consegue estar ainda mais desastrosa do que nos governos anteriores. Faltam médicos, remédios e equipamentos nas unidades de saúde municipais. O sistema de triagem é muito lento, aumentando consideravelmente o tempo de espera para o atendimento. A promessa de postos de saúde 24 horas, bem equipados e com médicos para desafogar as emergências, não passa de uma triste desilusão.

6. Educação pública de qualidade – Para sintetizar o estado crítico da educação municipal: em pouco mais de dois anos de governo Mulim, quatro secretários já ocuparam a pasta da educação. Escolas caindo aos pedaços, profissionais de educação mal remunerados, salas superlotadas, materiais didáticos em falta, merenda de péssima qualidade. Definitivamente, apostar no futuro dos nossos jovens não é uma prioridade dessa gestão.

>>>>>>>>>> Menção Desonrosa <<<<<<<<<<

7. Linha 3 do metrô – A construção da linha 3 do metrô é uma prerrogativa do governo estadual. Mas durante a campanha eleitoral, o atual prefeito considerava a construção da linha 3 como elemento fundamental para a melhoria do transporte público na cidade, afirmando que iria buscar o diálogo, na tentativa de somar forças para finalmente tirar essa obra do papel. O governador Pezão anunciou a substituição da construção da linha 3 do metrô pelo BRT, e o representante máximo da nossa cidade, não deu sequer uma declaração contrária à mais esse ataque aos interesses da população gonçalense.

***************
Marcio Ornelas, 25 anos, professor de geografia. Militante do coletivo Juntos! e vice-presidente do PSOL São Gonçalo/RJ.