
Ao sair para o trabalho, D. ainda tinha as marcas no
pescoço da agressão sofrida na noite anterior, quando o policial e
ex-companheiro F. tentou estrangulá-la, em São Gonçalo. Tudo começou por causa
das brigas e gritarias dos dois filhos de D. – o mais novo, de 5 anos, é filho
dele. F. irritou-se, ameaçou quebrar coisas e D. tentou proteger a TV. Na
frente das crianças, ele apertou seu pescoço, mas ela reagiu e se soltou. Então
F. quebrou a TV lançando o aparelho no chão.
Esse é o relato recente de uma diarista que, como
tantas outras mulheres, é uma vítima da violência, na maioria das vezes feita
pelo próprio companheiro. Muitos casos terminam em mortes, pelo simples fato de
serem mulheres, ou seja, uma violência de gênero. O tema já é pauta de
discussão no Congresso Nacional, através do projeto de lei do Senado 292/2013,
que propõe alterações no Código Penal para inserir o feminicídio como circunstância
qualificadora do crime de homicídio.
