domingo, 15 de setembro de 2019

SÃO GONÇALO PRECISA SER GOVERNADA PELA ESQUERDA!


Por Marcelo Saraiva

“Quando se governa com a direita, é ela que governa”
Radomiro Tomic
Democrata cristão chileno 1972

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Nossa cidade 
Quando se começa a analisar os cenários de uma futura eleição é fundamental analisar a conjuntura e a correlação de forças, como também as lições que a história nos deixa de legado. Pois bem, legitimamente os partidos do campo democrático,popular e de esquerda começam as conversas sobre as eleições de 2020. Começaram  uma discussão sobre a possibilidade de uma composição de centro-esquerda. Algo que ao meu ver, não combina com o que a conjuntura exige. As eleições municipais apontam para uma nacionalização face a ofensiva do governo Bolsonaro e o seu programa de extrema direita ,com privatizações, retirada de direitos e um conjunto de ações de perfil totalitário.

capa-esquerda-cresceO legado de alianças já feitas na cidade vale a pena ser lembrado. A aliança PDT-PT de 1996 é um exemplo. A época o enfrentamento com o governo neoliberal de FHC no plano nacional exigia uma aliança no plano local  das forças de oposição. Foi feito então  uma aliança eleitoral que foi vitoriosa. Entretanto, na questão programática foi mal discutida. Veio a montagem do governo. O PT que elegeu o vice prefeito, não elegeu vereador. A Câmara foi hegemonizada pela centro-direita seguindo seu histórico. A relação pragmática do executivo com o legislativo portanto, não se alterou. O ORÇAMENTO PARTICIPATIVO carro chefe das administrações petistas foi discutida com a comunidade mas o seu modelo que tinha como referência a cidade de Porto Alegre não foi permitido ser implementado pelas forças de centro-esquerda que ocupavam o governo começando  pelo partido do prefeito o PDT. Ou seja, um programa que mudaria a relação da sociedade gonçalense, com as decisões governamentais as dando protagonismo não foi implementado em parte e e com outros atores, pelas mesmas forças partidárias que hoje reivindicam a centro-esquerda. Não podemos permitir que a história se repita desta vez como tragédia.

Onde está a saída? Está pela ESQUERDA, sem medo, sem disfarces. Onde um programa discutido pela sociedade e apontando para o seu protagonismo seja construído.

Se o centro apontar seu pendulo para o nosso lado por achar que é o melhor caminho que o faça. Mas a hegemonia será da esquerda governando com e para o povo, para  quem mais precisa tendo o caminho do socialismo como estratégia.


Marcelo Saraiva – 52 anos, professor de história da rede estadual e militante do PSOL - São Gonçalo

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Leia também a nota politica do PSOL São Gonçalo que aponta a necessidade da esquerda no município no momento atual, clicando no link ao lado:  Unir para Avançar!



sexta-feira, 13 de setembro de 2019

David Miranda em São Gonçalo!!!

É hoje!!!
Nesta sexta (13/09) aqui em São Gonçalo ocorrerá a mesa redonda "O desgoverno Bolsonaro e o PSOL como alternativa" contará com deputado federal David Miranda e as companheiras de luta Heloise Rocha (PSOL - PA) e liderança Fabi Amorim.Como anfitrião do partido na cidade estará na mesa, o Prof. Josemar Carvalho.

É necessário enfrentar esse governo de retrocessos e de ataques contra os trabalhadores. Organizar a resistência é preciso e PSOL aparece como uma ferramenta fundamental!
Participe da nossa plenária, filie-se ao PSOL e seja parte da luta por justiça social e democracia!

Local: Rua Jaime Figueiredo, 747 (sobrado) - Patronato  
Referência - Essa é a rua da Caminhada, o 747  na fica na altura da
UERJ São Gonçalo.



quinta-feira, 5 de setembro de 2019

A LUTA ANTICAPITALISTA É IMCOMPATÍVEL COM AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS? ACHO QUE NÃO

Vivemos uma conjuntura de derrota estratégica de toda a esquerda. O golpe parlamentar de 2016, a prisão do Lula e a vitória da extrema direita com o Bolsonaro  representa  o tripé da vitória do grande capital contra a classe trabalhadora. Desde a posse do Michel Temer a agenda neoliberal com as terceirizações, a reforma trabalhista e a retomada do processo de privatizações. A vitória de Jair Bolsonaro da a legitimidade a direita para dar sequencia a retirada dos DIREITOS da classe trabalhadora, para a retomada da reforma da previdência, e para as privatizações como a da BR distribuidora.

Neste contexto da ofensiva neoliberal como se encontra a classe trabalhadora? O desemprego entrou na casa dos 14 milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Apenas 10% do PIB nacional está na indústria, e aproximadamente 1/3 dos trabalhadores e trabalhadoras estão trabalhando em aplicativos,como uber, 99,ifood.Estão precarizados, mas equivocadamente alguns se acham em condições de pequenos-empresários por trabalharem por conta própria, não se reconhecem enquanto classe trabalhadora.  Vivemos um radical processo de desindustrialização e de crescimento do setor de serviços, que desorganiza parte significativa da classe.

Neste contexto, onde está a juventude?   Crescendo no meio evangélico. Poucos se organizam em movimentos como o  estudantil.

Nossos inimigos, os inimigos da classe trabalhadora são impossíveis de serem derrotados? Claro que não. Mas vai depender muito do nosso esforço militante e dirigente. Organizar,formar e mobilizar é tarefa antiga, mas se atualiza. Precisamos organizar os desempregados e os trabalhadores e trabalhadoras precarizados e sem DIREITOS. Precisamos atuar na realidade CONCRETA da nossa classe, da nossa juventude.
Se avizinham as eleições municipais de 2020 que acumulará forças para as eleições nacionais de 2022.

A responsabilidade da esquerda política e social da cidade de São Gonçalo é imensa. A responsabilidade do PSOL é fundamental. O nome do camarada Prof Josemar como pré-candidato  a prefeito, cumpre uma tarefa inicial de dialogar com as demais forças sociais e políticas da cidade do campo popular e democrático.

Do ponto de vista do PROGRAMA este necessário dialogo deverá ter como norte, um PROGRAMA radicalmente democrático, tendo o SOCIALISMO COMO ESTRATÉGIA que aponte para a devida aproximação da população com as decisões de governo através do ORÇAMENTO PARTICIPATIVO, ELEIÇÕES DIRETAS PARA GESTOR ESCOLAR E DE UNIDADES DE SAÚDE E DOS CONSELHOS POPULARES entre outras propostas que deverão ser debatidas com os partidos aliados e a sociedade.

Dialogando, sem abrir mão dos nossos princípios de luta por uma sociedade fraterna e socialista é que devemos disputar  corações e mentes, conquistar  a hegemonia da sociedade gonçalense e com eles governarmos a cidade. 

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Marcelo Saraiva, 52 anos, é professor de história da rede pública estadual, filiado ao PSOL. Militante dos movimentos sociais, presidiu a associação de moradores de Neves entre 1997 e 1999, tendo sido diretor da UNIBAIRROS.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

“Unir para avançar!” Nota política do PSOL São Gonçalo





Essa nota é fruto do debate político aprovado na última plenária de filiados do PSOL São Gonçalo realizada no dia 25 de agosto. Ela apresenta as nossas posições sobre o momento político e social de nosso país; bem como traz uma reflexão sobre o período eleitoral que se aproxima para a nossa cidade.

O governo Bolsonaro, tem se confirmado na prática como uma verdadeira tragédia política, econômica e social. De consequências danosas, mas de proporções ainda incalculáveis, para o Brasil e fundamentalmente para os trabalhadores. Todos os esforços do governo estão voltados para medidas de cunho ultraliberal, que significam grandes retrocessos para a classe trabalhadora desse país, como evidencia a reforma da previdência. Suas tendências entreguistas e privatizantes, estão escancaradas com a privatização da BR Distribuidora, seguida pelo anúncio de um pacote enorme de empresas estatais que serão vendidas nos próximos meses. Acentua-se a perseguição aos ativistas, movimentos sociais e a disseminação de ódio contra as minorias. O pacote anticrime do Moro traz consigo a autorização para o genocídio da juventude negra, porém nada é abordado sobre o crime do colarinho branco, por exemplo. Sem falar no recente vexame internacional que é o caso da devastação da Floresta Amazônica. A política de segurança pública não pode ser teatralizada como faz Bolsonaro e Wilson Witzel.

Aqui em São Gonçalo, teremos candidaturas alinhadas a Bolsonaro e ao governador Wilson Witzel. Esses representantes se apresentam com propostas que retiram direitos dos trabalhadores, se alinham a uma campanha de ódio, de preconceito e intolerância. Eles não têm propostas claras para enfrentar os problemas centrais da cidade.

Não podemos esquecer que a chapa eleita Nanci-Pericar caminha para ser o pior governo da história de São Gonçalo. Os problemas de saneamento básico e de coleta de lixo continuam latentes. Os índices de educação e de saúde configuram como um dos piores do Estado. Os servidores municipais estão sem reajustes. Não há investimento em cultura e meio ambiente. O transporte público da cidade ainda é irregular e caro se levarmos em consideração a relação quilômetro rodado. É preciso superá-los também.

Diante de conjuntura tão difícil aos interesses dos trabalhadores, entendemos que é necessário ampliarmos e aprofundarmos o diálogo com todos os setores populares e democráticos, para construirmos não somente uma resistência nas ruas, mas que também possamos avançar numa construção programática que possa culminar numa candidatura comum para a disputa da prefeitura de São Gonçalo nas eleições municipais de 2020. Temos que ter a serenidade e a compreensão da nossa responsabilidade, enquanto um dos maiores partidos de que esquerda da cidade, na busca de encontrarmos nossos pontos de unidade, para que juntos tenhamos muito mais condições de enfrentar os projetos políticos nefastos que vão se avizinhado. Somente dessa forma teremos condições de oferecer ao povo gonçalense uma verdadeira alternativa. Acreditamos que na oposição ao governo Bolsonaro, a qualquer tipo de reforma que retire direitos dos trabalhadores, a necessidade de se aprofundar os mecanismos de participação popular na cidade, são pontos possíveis de construir a unidade sob tais bases.

O cenário pré-eleitoral gonçalense que reúne nesse momento de forasteiros a políticos oportunistas, ávidos para surfar na onda odiosa do bolsonarismo, somente para com isso repetir as mesmas práticas que fazem com que São Gonçalo agonize no mais absoluto caos. Não queremos que São Gonçalo seja governado pelo ódio, pela intolerância e pela incompetência histórica que sempre acompanhou os políticos tradicionais da cidade. Não queremos que São Gonçalo seja por mais 4 anos um balcão de negócios para empregar afilhados políticos, que se volte mais uma vez contra os interesses da sua população. Mas entendemos que esse risco é bastante real se não tivermos a capacidade de dialogar.

Todos sabem que a maior figura pública da esquerda gonçalense é do PSOL, portanto, tal como foi ratificado na plenária municipal do dia 25/08, Prof. Josemar se configura como um pré-candidato natural para a disputa da prefeitura de São Gonçalo. Embora estejamos apresentando publicamente o nome do Prof. Josemar Carvalho, estamos dispostos a estabelecer o diálogo, que apresente uma candidatura política comum com todos os setores interessados em construir programaticamente uma alternativa de esquerda que enfrente essas castas políticas que mais uma vez vão tentar abocanhar o município, e assim coletivamente construirmos da melhor forma possível uma candidatura que possa representar os interesses do povo gonçalense.

São Gonçalo, Agosto de 2019
Diretório Municipal do Partido Socialismo & Liberdade – São Gonçalo - RJ




quinta-feira, 4 de julho de 2019

PARADA DO ORGULHO LGBTI DE SÃO PAULO, STONEWWALL É AQUI!

No domingo dia 23 de junho na cidade de São Paulo, aconteceu a 23° Parada do Orgulho LGBTI (Lésbicas, Bissexuais, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Intersexuais) na Cidade de São Paulo, que é considerada uma das maiores do Brasil e do mundo com público de 3 milhões de pessoas.  Nesse ano os organizadores levaram como o tema foi os “50 anos de Stonewall”, um conflito que aconteceu em 1969 em um bar dos Estados Unidos e foi um marco para ao ativismo para a comunidade LGBTI. Em Nova York, no bairro do Greenwich Village na madrugada de 28 de junho de 1969, aconteceu uma série de rebeliões/ revoltas por conta da repressão policial aos frequentadores do bar Stonewwall Inn, que era  único bar que  era frequentado por pessoas abertamente  homossexuais nos EUA, já que o sistema judiciário americano praticava abertamente a homofobia, era rotineiro serem achacados e fechado pela polícia. Mas, o que tinha de especial nesse bar? As pessoas poderiam ser elas mesmas sem ter que fingir ser o que não é, poderiam expressar sua sexualidade plena, como algo mais simples a dança – nele aos homens era permitido dançar.

História das paradas LGBTI no Brasil – aconteceu na cidade de São Paulo em 1997, inspirada pelas marchas que aconteciam na Europa e nos Estados Unidos, contou com cerca de duas mil pessoas e atualmente consegue concentrar mais de três milhões de pessoas e agregando diferentes públicos, atualmente pode dizer que em todos os estados e várias cidades do Brasil fazem a manifestação do Orgulho LGBTI.

Há três décadas atrás em São Paulo, por iniciativa própria da polícia civil iniciou-se uma operação com o nome de “tarântula” cujo o objetivo era de combate a epidemia de aids, que tinha como alvo as travestis, cerca de 300 foram perseguidas, mas teve vida breve a operação, por intermédio de grupos de defesas dos direitos LGBTI, foi enviado uma carta de repúdio.

Vivemos em um momento bem emblemático no Brasil, onde o chefe de Estado é declaradamente homotransfóbico, racista, machista, sexista, xenofóbico, defende uma agenda de ódio a grupos minoritários, que tenta de todas as formas fazer um apagamento dos movimentos sociais, ser LGBTI  no Brasil é mais perigoso com risco de morte, violência verbal e física até mesmo em países que tem a homossexualidade como crime, dados do principal grupo de luta do Brasil  Grupo Gay da Bahia (GGB) e Associação de Travestis (ANTRA) apontam que esse Estado é o que mais mata, quem não tem orientação e identidade de gênero heteronormativa.

As paradas do Orgulho LGBTI durante essas duas décadas tem sido protagonista pelas lutas de direitos dessa população, todos os direitos adquiridos não foram dados ao bel prazer dos homens brancos e que ocupam espaço de poder, foram através de muita luta, ativismo maçante, mas esses direitos não foram conquistados através do Congresso Nacional, onde impera o conservadorismo, o viés fundamentalista  religioso e hipócrita. Se hoje temos a garantia de Direitos básicos, tais como, nenhum estabelecimento pode recusar a atender uma pessoa baseado em preconceito, cartórios de todo Brasil não podem recusar a celebração de casamentos civis de casais do mesmo sexo ou deixar de converter em casamento a união estável homoafetiva, adoção de crianças por casais homoafetivos, reconhecimento da união homoafetiva é entidade familiar, nome social para pessoas travestis e transexuais, benefícios previdenciários de pensão por morte e auxílio-reclusão também vale para casais homossexuais, mais recente por decisão de Comissão Nacional de justiça a retificação do pré-nome a pessoas travestis e transexuais conforme a identidade de gênero em cartórios.

Nesse mês de junho, crimes de ódio contra a população LGBTI serão punidos na forma de crime de racismo, decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, que declarou omissão do congresso, desta forma, agressões físicas, verbais serão penalizados, cuja a conduta é inafiançável e imprescritível, sabemos que o combate ao preconceito passa por uma questão educacional, mas enquanto existir o retrocesso de abordar sobre respeito as diversidades no campo educacional, estaremos nos amparando por uma conduta que penaliza mas que não reduz os preconceitos, lembrando que a constituição federal tem como objetivo promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (Constituição Federal, art. 3°).

O sentido de transcorrer sobre atuação dos Movimentos de Direitos LGBTI é enfatizar que as paradas são manifestações de lutas, de reivindicações atuando no ponto político, aqueles que consideram que essas manifestações são “carnavais fora de época”, que fique bem evidente mais do que antes, com um governo de extrema direita, homotransfóbico, que massacra trabalhadores, população minoritárias as manifestações publicas serão nosso palco de luta por direitos, em ser quem nós somos e viver a sexualidade plena sem ser um risco contra a sua vida. O Estado tem obrigação de garantir os nossos direitos constitucionais, por nenhum direito a menos e a nossa luta é pela sobrevivência e existência.

Viva 50 anos de Stonewall, as paradas do Orgulho LGBTI do Brasil. Armário nunca mais!



Eduardo Braga
Setorial LGBTI - Psol São Gonçalo / Presidente Associação Gonçalense LGBTI